Terapias podem auxiliar contra males psicológicos e possibilitar que o indivíduo viva melhor e com qualidade. Conheça quais são elas e para que se destinam

Em busca do equilíbrio


Há muito tempo, fazer terapia e ter um acompanhamento rotineiro com o psicólogo ou psiquiatra era visto com preconceito, e aqueles que frequentavam os divãs eram tidos como loucos. Ainda hoje, vemos e até ouvimos comentários do tipo “por que você vai ao psicólogo, ficou doido?” Mas, afinal, para que serve a terapia?

“Ela é indicada para aquelas pessoas que buscam respostas dentro de si. É evidente que muitos casos que chegam ao nosso consultório são de transtornos psicológicos de diversos tipos. No entanto, de maneira geral, essa é uma oportunidade para se autoconhecer, corrigir erros psíquicos. O profissional da área de psicologia vai ajudar o paciente a resolver questões que ele, por certos motivos, não consegue sanar sozinho”, explica a psicoterapeuta Maura de Albanesi.

Autoconhecimento
A psicologia pode ser resumida como o estudo dos fenômenos psíquicos e do comportamento do ser humano por meio da análise de suas emoções, ideias e valores. O profissional que trabalha com a psicologia diagnostica, previne e trata doenças e distúrbios mentais, emocionais e de personalidade. O que pode explicar o fato da profissão estar em alta.

Nunca o emocional e o psicológico passaram por tantos problemas. Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, mais de 350 milhões de pessoas sofrem com a Depressão e seus efeitos colaterais ou variáveis, como transtorno bipolar, fobias ou Borderline. Porém, o maior problema ainda é a falta de conhecimento no assunto, que faz com que muitas não procurem tratamento e, o pior, não aceitem que estão com problemas.

Segundo o psicólogo e coach João Alexandre Borba, para algumas pessoas a psicologia é uma forma de mandar embora o estresse do trabalho, servindo como uma prevenção de problemas, enquanto, para outras, ela pode atuar como um método de cura.

Muitos também se perguntam sobre qual é a hora certa para começar um tratamento terapêutico, mas o psicólogo ressalta que não existe momento certo. “Independente de quando isso for feito, o importante é o paciente querer e estar interessado na terapia, ciente de que ela é um auxílio no autoconhecimento e até para encontrar a resolução de alguns problemas – mas que ela não é a solução para isso”, ressalta Borba.
O coach lembra ainda que a solução está dentro da própria pessoa e que os psicólogos apenas ajudam nesse processo de encontrar o caminho, porém, param por aí – “é o próprio paciente que deve tomar suas decisões. Nós o ajudamos a ver as vantagens e desvantagens de cada escolha, mas a palavra final é dele”, resume.

Faz bem
Para a psicoterapeuta Rosana Mazzon, psicoterapia é um tratamento através da palavra. Serve para orientar o paciente a lidar com suas angústias e neuroses. É um método de autoconhecimento que visa ajudar o indivíduo a ter mais flexibilidade diante das situações que enfrenta no dia a dia.

Ela é necessária para se livrar de lembranças perturbadoras; para lidar com a vida agitada; com as cobranças internas e externas e com os medos. “Todos nós precisamos ou precisaremos de terapia em algum momento de nossa vida, pois passamos por vários períodos, seja de tristeza, luto, conflito, inseguranças, estresse ou pânico”, garante Rosana.

Psicanálise
A psicologia foi fundada a partir de experimentos de laboratório e tentativas de mensuração das reações humanas, e a psicanálise surgiu com Sigmund Freud em seu contato direto com pacientes. “Ele detectou que as queixas físicas de suas pacientes não tinham uma correspondência e nem uma lógica com a anatomia, um verdadeiro mistério. Escutar estes sintomas foi sua principal ferramenta para a descoberta do inconsciente e a formalização de uma nova clínica: a psicanalítica que, sem desprezar as questões fisiológicas, considera-as também sob influência de aspectos inconscientes. Assim, o trabalho do psicanalista visa levar o sujeito a uma vivência particular com suas produções inconscientes (sonhos, atos que produzem estranhamentos, adoecimentos frequentes) para alcançar uma compreensão melhor de si mesmo e um modo mais interessante de lidar com sua existência corpórea e ao mesmo tempo evanescente (que parece escapar pelos dedos)”, alega a psicanalista Helena Haenni Zimerman. Ela visa levar o sujeito a um posicionamento ético (um bem-dizer, para além de fórmulas prontas) frente a seu sofrimento.

Perfil do paciente
A psicóloga Rosangela Duarte considera a psicoterapia um procedimento terapêutico das emoções, ou seja, todo desarranjo emocional que ocorre na vida de uma pessoa precisa ser ‘cuidado’ ou ‘tratado’ por um profissional, desde que essa pessoa encontre dificuldades em se reequilibrar sozinha. Esses desarranjos podem ocorrer por diversos fatores: desemprego, disfunções alimentares ou do sono e dificuldades de relacionamento interpessoal. “Quando se está num momento de crise, é difícil encontrar saídas inteligentes para os problemas e o psicólogo está capacitado a orientar e ajudar o paciente a visualizar o dilema de outro prisma e assim facilitar sua resolução”, pontua.

Diferente do que uma parcela de indivíduos pensa e desmistificando essa questão, a terapia não serve somente como ‘desabafo’, como para um amigo ou familiar próximo. “Nela você aprende a pensar diferente e amadurece sua visão de mundo, muda paradigmas que a própria cultura e educação contemporânea nos impõe e consequentemente fica mais suscetível de enfrentar as dificuldades vividas”, explica a profissional.

Rosangela alerta que aqueles que têm um perfil emocional mais frágil ou ansiedade em graus elevados, geralmente encontram maiores dificuldades de enfrentamento dos problemas. Aqueles que vivem uma vida estressada também têm dificuldade em discernir e racionar bem frente as situações do dia a dia.

Nos baixinhos
A psicóloga explica que as crianças são suscetíveis emocionalmente a um desarranjo emocional toda vez que a família enfrenta mudanças ou situações de desentendimento entre os pais. “Elas deixam de comer, não dormem bem, apresentam dificuldades de absorver o conhecimento, dificultando sua vida escolar, têm problemas de socialização, etc.”, pontua.

Avaliar se o filho pode ser hiperativo ou mesmo apresentar um Transtorno de Déficit de Atenção é tarefa difícil para os genitores. “Esse é um assunto bastante extenso, por isso vale a regra: tudo que é estranho, que chama a atenção, deve ser consultado. Todo excesso é prejudicial em algum grau a todas as idades. Toda vez que se desequilibra a criança, é a família que precisa de ajuda”, orienta Rosangela.

A diretora da ABPP – Associação Brasileira de Psicopedagogia, Teresa Andion, chama a atenção para a diferença entre a psicologia e psicopedagogia. “Nós, pedagogos, investigamos as dificuldades dos processos do aprender. Os sintomas costumam aparecer no final da pré-escola, com cerca de seis para sete anos, podendo apresentar dificuldades de leitura e escrita, memorizar letras e sequência de números. Já a psicóloga será responsável pelas questões do comportamento dessa criança”, cita.

“Um bebê ou uma criança muito agitada, que não dorme ou não se  alimenta direito, dá indícios de que algo estranho pode estar acontecendo. Também é possível prestar atenção no desenvolvimento psicomotor, como apresentar dificuldade para engantinhar, ou crianças que na creche ou no próprio prédio, não têm disponibilidade para brincar com outras crianças. Isso tudo pode significar algo mais sério”, completa.

Terapia de família e casal
A terapeuta de casal e família, Cristiane Elia Salge, explica que o indivíduo sozinho não existe, ele está inserido em vários sistemas e sua família de origem é sua matriz básica. “A família em si é uma unidade, como um organismo, em que todas as partes estão ligadas e interagem”.

A terapia Sistêmica foca nas relações entre os membros familiares ou o casal, buscando a compreensão do grupo e do indivíduo, auxiliando os pacientes a enxergar, tomar consciência e responsabilizarem-se por suas escolhas, ações e reações relacionais. Entendo por família ou casal pessoas que estão vinculadas afetivamente, que têm projetos em comum, intimidade. “Em pleno século XXI não podemos mais restringir a família ou casal ao modelo tradicional formado pela figura masculina (pai), feminina (mãe) e filhos”, aborda.

Em relação à terapia de casal, é importante esclarecer que seu objetivo não é unir ou separar o casal, como também o espaço terapêutico não consiste em um ringue para as rotineiras brigas. O terapeuta não é um juiz que irá dizer o que está certo ou errado e nem um mágico que conseguirá fazer com que o outro mude e aceite as demandas do parceiro.

“O importante é como o casal lida com as diferenças. Se os parceiros puderem se complementar, ao invés de competir e desqualificar o outro, o relacionamento poderá ser enriquecido com as diversidades”, indica.

Terapia Ocupacional
Além da psicoterapia, a terapia Ocupacional também está ligada à saúde, à educação e à esfera social, visando a autonomia e a independência das pessoas ligadas a problemáticas físicas, sensoriais, mentais, psicológicas e/ou sociais, que apresentam, temporariamente ou definitivamente, dificuldade na inserção e participação na vida social e das atividades do cotidiano. É o que explica a terapeuta ocupacional da APIS – Assistência Profissional Integrada à Saúde, Odalisia Zin.

Pessoas com disfunção ocupacional em suas atividades diárias como Autismo e Síndrome de Down; disfunções neurológicas: Alzheimer, Parkinson, AVC, deficiência intelectual; disfunções motoras: traumas, acidentes, fraturas, deficiência física; disfunções relacionadas ao trabalho: Ler/Dort, tendinite; Déficit cognitivo, de atenção e de memória; ou transtornos mentais que necessitam de um tratamento com profissional da área.
O tratamento é realizado com atividades, estímulos sensoriais, confecção de próteses, adaptações de equipamentos, tecnologia assistiva, adequação ambiental, escolar e doméstica; mobilidade, adequação postural, comunicação alternativa, sala de integração sensorial e oficinas terapêuticas.

O indivíduo e a família são orientados sobre como viver em seu meio da melhor forma possível, interagindo com as pessoas e o ambiente para uma melhor qualidade de vida e maior independência.

Hipnose
A prática que voltou a ganhar força nos últimos tempos, é um estado modificado de consciência no qual você está tão focado naquilo que acontece, que não consegue notar ouvir ou perceber outra sintonia. O hipnoterapeuta e diretor do Estúdio da Mente, Sergio Enrique Faria destaca que ela apresenta um conjunto de técnicas com a finalidade de levar a pessoa a um estado de transe, semelhante ao sono, e que permite que o paciente ouça, sinta e interaja com o terapeuta. Neste estado podemos acessar medos, traumas, memórias, aliviar dores e realizar mudanças internas importantes em problemas emocionais. “É bom frisar que hipnose nada tem a ver com religião e sim com neurociência”, garante.

“Algumas pessoas sentem medo da técnica porque acham que o hipnoterapeuta vai entrar na sua mente e comandá-la. Não é isto. Na primeira sessão há uma entrevista detalhada para determinar como serão as demais. No tratamento, são utilizadas técnicas de relaxamento, respiração, visualização, regressão e várias outras de Hipnose e PNL – Programação Neurolinguística”, complementa.

A hipnoterapia é indicada para medos, fobias, traumas, ansiedade, insegurança, estresse, Depressão, vícios, excesso de peso, perdas, ciúmes, dificuldades de esquecer alguém, paixonites, comportamentos indesejados e diversas outras situações de fundo psicológico ou emocional.

Uma das técnicas que podemos utilizar nas sessões é a regressão. Por meio dela pode-se acessar, relembrar, compreender e interagir com fatos e experiências que ocorreram no passado do indivíduo durante sua juventude, adolescência, infância, nascimento, vida intrauterina ou até mesmo, para quem acredita, em vidas passadas. “Não é necessário fazer regressão em todos os casos. O terapeuta vai avaliar quando deve ser utilizada”, finaliza.

Terapia holística
“Hólos vem do grego e significa inteiro, todo e total, ou seja, para resolver um dilema específico, terá que ter uma visão holística sobre o problema maior”, explica a psicóloga e terapeuta holística, Leila Balogh.

Um indivíduo que apresenta estados emocionais negativos, falta de consciência corporal, carência alimentar, entre outros sintomas, tornam a vida um sofrimento. Apesar das pessoas que se encontram nestas situações não estarem doentes, na acepção técnica do termo, também não estão utilizando seus corpos na plenitude. “Ao contrário, tais estados as impedem de desenvolver suas atividades diárias da forma que gostariam. Ao mesmo tempo estas pessoas não podem receber tratamento médico adequado às suas necessidades, uma vez que os problemas que apresentam não são considerados doenças”, enfatiza a especialista.

A Terapia Holística nasce desta lacuna. É uma prática não médica, onde predominantemente se busca o equilíbrio corpóreo, psíquico e social por meio de estímulos naturais, mediante o despertar da consciência do indivíduo sobre seu corpo e seu papel em seu meio. Promovendo a otimização da qualidade de vida através das diversas técnicas das terapias holísticas ou naturais, evitando-se qualquer termo ou duplicidade de entendimento que sejam específicas de atividades médicas ou de outros profissionais de saúde. “Faz-se uso de uma somatória de aconselhamento e vivências com técnicas de intervenção corpórea, Massoterapia, Acupuntura, Florais de Bach, Reiki, Cromoterapia, Mandalas Terapêuticas, Litoterapia, entre outras”, frisa Leila.

O método busca trabalhar os campos mental, espiritual, emocional e psíquico do indivíduo para que venha a tona a origem do problema.

Escolha do profissional
A presidente da ABRAP – Associação Brasileira de Psicoterapia, Emília Afrange, destaca a postura inadequada de alguns profissionais que, independente da linha teórica que seguem, não se comunicam com o paciente. “O silêncio do terapeuta é errado, você está junto com uma ‘pessoa viva’, independente da postura teórica que ele siga. O psicoterapeuta precisa se conhecer muito bem, porque estará com uma outra pessoa que precisa dele, e deve estar seguro de sua posição, até mesmo evitando falar de si próprio e focando na real necessidade daquele paciente”, informa.

Para o sucesso do tratamento, o terapeuta tem que ter disponibilidade afetiva, atenção, vontade de querer conhecer o que a pessoa está sofrendo, que tipo de transtorno existe e não pode ter pressa, deve estar sempre disponível. Ao paciente cabe uma identificação com aquele profissional e também um feedback do tratamento para que juntos: profissional e cliente possam encontrar a melhor forma de alcançar sessões satisfatórias.

fonte: RevistaIn
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About Selma Flavio

Selma Flávio - Terapeuta Sistêmica e Vibracional - Partner Internacional Sistema Floral de Bach e outros sistemas florais, EFT (Emotional Freedom Techniques), Taróloga, Constelação Familiar Sistêmica. Formação em Pedagogia, e Educação Transdisciplinar. Proporciona atendimentos terapêuticos, individuais e grupo, cursos e workshops, em Constelação Familiar e Técnicas Transpessoais. Maiores informações e agendamentos pelo whatsapp 11-97387.3144 - CTN – SP nº. 0879 www.selmaflavio.com.br Facebook www.facebook.com/TerapiaDesenvolvimentoPessoal selmaflavio@gmail.com

6 Replies to “Terapias podem auxiliar contra males psicológicos e possibilitar que o indivíduo viva melhor e com qualidade. Conheça quais são elas e para que se destinam”

  1. Olá gostei do artigo, espero mais matérias interessante como esta.

    1. Continue nos acompanhando. Sempre teremos novidades!

  2. Gostaria de alguma sugestão de cursos de terapia holística.

    1. Olá Guilherme, continue nos acompanhando, logo nossa agenda estará online. Gratidão!

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